segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Os Moct’s e a Informática

Desde a década de 1920, a sociedade vem sofrendo influência de Modelos de Organização Científica do Trabalho (Moct’s). São eles o Teylorismo, Fordismo e o Toyotismo. Todos, de alguma forma, perduram até os dias de hoje sobre os mais variados campos do mercado d e trabalho.

A base do Taylorismo era o contraposto entre rendimento financeiro e o rendimento do trabalho. O monitoramento do trabalhador era cronometrado, com vistas a verificar os melhores “bois”.

No Fordismo já se verifica a fragmentação das atividades, implementação da linha de montagem, o aumento de salário e a compensação. Mas a principal característica que predomina é o Skinner, o trabalho em troca de um adicional.

O que definia o Toyotismo era a Polivaência: legitimidade nas atividades que alguém tinha. Ele só se diferencia do Fordismo neste ponto. A variedade hábil do trabalhador, o multitarefa.

A meu ver, esses modelos estão presentes em nossa vida desde quando nascemos, quando nossa saúde é caracterizada pelo médico comparativamente a outras crianças, ou seja, se somos ou não “bons” indivíduos. Traços do Teylorismo. Profissionalmente as que sobressaem são o Fordismo e o Toyotismo.

A sociedade capitalista deste século XXI nos obriga, espelhados em precedentes, a seguir o padrão e buscas melhores qualificações para que, num futuro próximo possamos ter uma boa casa, um ótimo emprego, família e, substancialmente, dinheiro. Isso é considerado estabilidade vital. São características do Fordismo (qualificar-se para ter) e do Toyotismo (ser pro ativo).

Sabemos que a informática é uma área extremamente ampla, o que a deixa proporcionalmente ligada ao Tyotismo. O mercado de trabalho de nosso século exige, acima de qualquer coisa, a flexibilidade do trabalhador, ou seja, saber mais. Podemos ver um exemplo no livro “O Monge e o Executivo” de James Hunter. Tem-se um administrador que, à procura de respostas e formas alternativas de executar seu trabalho, procura um monge, que o instrui.

Ciência da Computação é um campo da informática que abrange praticamente todas as ramificações desta área. Sofre portanto, influência do Toyotismo, pois quando se forma pode-se escolher um dos ramos e especializar-se, ou executar o máximo das subdivisões vistas, o que, com certeza, irá renomá-lo em todos os sentidos, é claro que as habilidades individuais são levadas em conta (polivalente).

É como no livro “Pantagruel” de François Rebelais. Em uma passagem o personagem Panúrgio ao discutir com seu patrão, dono de uma embarcação de ovelhas. Revoltado com suas condições laborais e a negação de aumento salarial, resolve comprar uma das ovelhas de seu patrão. Em seguida jogou-a no mar, todas as demais foram atrás. Panúrgio detinha habilidades extravasadas à função exercida e queria ganhar mais porque sabia mais, é tanto que o foi o único a ter essa idéia. Mais um discípulo do Fordismo/ Toyotismo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Anti-(Sul-Frágil/ Norte-Forte?)

Eu, pequeno. Mundo vasto, vasto mundo. Rua padaria pão pessoas, prismas de meia-lua. Preconceito cor triste melancólico choroso. Casa porta TV. Cozinha comida, aluado. Estudante livros festas mulheres... caras! Negro pobre, segundo, último.

Miséria, pobreza ignorância burrice idiotice. Cinema, bares, universidades, apartheid, brancos ricos. Contradição homogeneidade Eu-genia unidade. Prestígio cor lugar, centro atenções. Negatividade, pedra sapato depressão. Política politicagem políticos! Dinheiro cueca mensalão avião. Problema altura acima possível tudo, características singularidades, peculiaridades.

Dinheiro televisão imprensa massa. Mínima e negra cor, isolamento endeusamento, paradoxo étnico. Literatura chibata Fernando Granato Ferréz. 1900 Literário Lima Barreto. Sucesso música. Silhueta vinheta punheta buceta. Mágico de Oz, Nego Drama, Vida Loka, Racionais, Bob Marley Facção Central, Martin Luther King. Talento, neutralidade, negligência, Zumbi, Zumbi dos Palmares, Zumbi D’outros mares; Zumbido.

Biblioteca livro autor... sonho. Alusão confusão ilusão. Conflito raças, não, financeiro capitalista. Negro alvo discriminação. Alcunha: negrume negrura escuro lusco fusco sombrio, preto! Prejuízo crendice superstição. Crime lei xadrez, ressentimento.

Indigência penúria, perverso malvado infame lastimável, intolerável. Negociata polícia corrupção propina contrabando. Revolta casa violência rua arma tiro. Rua pessoas nomes choro mãe pai mulher filho filha, carro caixão necrotério antro, morte. Eu-tanásia. Sobre-vida.

terça-feira, 19 de maio de 2009

AS VERTENTES DA VIOLÊNCIA URBANA

Uma das questões mais discutidas e cada vez mais presentes no dia-a-dia das pessoas é a violência urbana. Suas causas são sempre as mesmas: miséria, pobreza, má distribuição de renda, desemprego e desejo de vingança.

É um tema extremamente amplo, portanto, todos os setores da sociedade influenciam direta ou indiretamente na disseminação da violência. Os governantes não exercem o seu papel como deveriam, o poder concentra-se na mão da minoria exploradora. A facilidade de se adquirir armas de fogo de pequeno e grande porte, a grande depressão por parte da grande maioria negligenciada que não consegue o primeiro emprego juntos desenvolvem um sentimento de revolta, de inconformidade.

Estereótipos acerca de áreas geograficamente periféricas e socialmente abatidas com menos investimento em saúde, educação, esporte e outros são criados de forma absurdamente preconceituosa, ou seja, a violência se alastra não necessariamente pela pobreza em si, mas por fatores que recaem sobre a sociedade, que se “policia” a aparecer, sente a necessidade fazer algo que traga algum retorno, como não encontra apoio na sociedade, parte para a “fuga da desgraça“: o crime, o consumo e o tráfico de drogas.

O Sociólogo Luis Antônio Francisco de Souza afirmou em discurso que “A pobreza não é causa de violência. Mas quando aliada à dificuldade dos governos em oferecer melhor distribuição dos serviços públicos, torna os bairros mais pobres mais atraente para a criminalidade e a ilegalidade”. O que falta é uma boa ação social que capacite pessoas para lidar com as mais variadas personalidades existentes nas favelas, não que vá reprimir com violência, ignorância, mas com adaptação, diálogo, atividades práticas, entendimento e abertura de oportunidades para essas pessoas.